Redução das sessões na AL gera mal-estar entre deputados

O deputado soldado Tércio Nogueira (PROS) negou ontem que tenha sido um dos autores da proposta de redução do expediente da Assembleia Legislativa do Pará. Aprovada em acordo de lideranças, a realização de apenas uma sessão plenária por semana (às terças-feiras) foi notícia em vários veículos de comunicação do País e repercutiu mal nas redes sociais.

Na terça-feira, 19, os deputados voltaram atrás e decidiram manter as duas sessões semanais (terças e quartas-feiras) até o fim deste mês.

O projeto mais importante a ser votado é a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Como o nome sugere, a LDO define os parâmetros para que o executivo redija a lei orçamentária que será votada no segundo semestre.

Em julho, os parlamentares entram em recesso e só voltam ao batente em agosto.   

Tércio admitiu que chegou a falar da suspensão da sessão das quartas-feiras, mas garantiu que estava ironizando, já que seus colegas não compareciam. Segundo ele, o governo  vinha se aproveitando da baixa frequência de deputados na Casa para fazer aprovar projetos sem o devido debate.  “Não há nenhuma proposição escrita ou verbal. Houve um comentário irônico porque todas as quartas-feiras é uma dificuldade enorme do comparecimento dos deputados e isso fragiliza o poder legislativo. De uma ironia a uma proposição há uma grande lacuna”.

O deputado Tércio chegou a falar em processar os veículos de comunicação que citaram o nome dele como um dos propositores da medida. Ao ser informado que a informação constava em texto distribuído pela assessoria de Comunicação da AL, disse que vai questionar o presidente da Casa, deputado Márcio Miranda (DEM).  

O deputado Francisco Costa , o Chicão, do MDB classificou a redução das sessões como “um acinte contra a sociedade”.

O líder do governo Eliel Fastuino (Democratas)  também admitiu que a redução do expediente foi “uma medida equivocada”, mas ressaltou que o acordo foi firmado por unanimidade sem que qualquer deputado protestasse.

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